Sinal Aberto'
Passo a passo e atinge-se a velocidade talvez certa para o que foi proposto. E "certa" na maioria das vezes não é o suficiente quando se fala em “correr por amor”. É um misto de heroísmo e coragem. Em que o coração bate em como todos os dias, mas manda alertas ansiosos, recados apressados e faz uma pressão leve, bondosa, benéfica.
Mexer as pernas sem sincronia, longe da lentidão e simplesmente desafiar o vento. Montar na bicicleta, pular no trem, subir no ônibus, arrancar com o carro, acelerar a motocicleta, morrer de medo dentro de um submarino, achar que é o fim quando se está dentro de um foguete, adiantar o tempo talvez perdido e adiar maiores saudades.
Se há alguém em algum canto que ainda não ouviu suas palavras, ou que cansou de ouvir, enjoou de tempos e silêncios, de palavras mal ditas e dedos levantados ou apontados, levante-se já de onde estiver, desligue a TV, o rádio, o celular. Pegue um caminho, viva em movimento, não se importe de partir para a mesma, de amar o mesmo, não se envergonhe de nunca ter esquecido. Consulte o coração e aponte para o amor, pegue a estrada, troque a marcha, não largue o volante. E se o seu amor estiver acompanhado, esquecido ou mal humorado, prometa que chegará com sorrisos, se livrará de todo o amor e que o nó na garganta estará desfeito. Saia cantando sua música preferida, a mais agitada, a que te tire do sério. Jamais adie,faça o que julga necessário, esqueça o que os outros vão dizer. Afinal, amar nunca foi humilhação. Faça mesmo aquele cartaz escandaloso, aquela música piegas e aqueles olhinhos pidões. Chame atenção, diga mesmo que nenhum tempo do mundo apaga borrões de tintas de carinhos. Abrace, roube beijos, segure mãos.
Arrisque-se, empina essa moto, vai! Enfrente a próxima curva perigosa. Conduza com todo o amor que conseguir. E se as expectativas não forem atingidas, entre no carro... Chore muito, chore o suficiente! Seja intensa. Seque os olhos, procure o batom, o gloss, a sombra, o rímel, o blush, o delineador, o jornal, a revista, as chaves a agenda e a caneta. Segure absolutamente tudo em suas mãos e perceba quantas ocupações ainda tem.
Pare no sinal fechado e use os dedos para enumerar quem ainda pode estar te esperando, peça dedos emprestados, arrume amores de uma hora só, de uma noite só, de um mês apenas. Arrume um amor para a vida toda!
Acelere, freie, pise ainda mais fundo. Ame como se jamais tivesse ouvido essa palavra curta e simples de escrita mas tão longa de complexidade.
Viva apenas a sua vida, não tenha medo de amar de longe, de sentir saudades de telefonemas, ou de ouvir a voz de quem jamais viu.
Perceba em cada detalhe novo um motivo para insistir, peça desculpas, beijos e abraços, deixe a mão escorregar, que mal tem?
Jamais dê ré, não pare em estacionamentos cheios de imperfeições e aborrecimentos. Ame até quem não merece, mas não por muitas vezes nem por muito tempo.
Saiba a hora de trocar os pneus e só pegue carona se for se divertir.
Comece como quem não quer nada e dê continuidade de forma devoradora, amante sensibilizada até a alma!
Atenda telefonemas desconhecidos, solte cantadas furadas, mas nunca espere para dizer o que algumas pessoas tanto querem ouvir. Abra o coração, os braços, mexa esses lábios e diga “Eu amo você” para quem sabe fazer cafuné ou para quem esquenta seus pés debaixo do cobertor.
Viva, ame, chore, ame de novo, sofra, morra de rir e ame outra vez. Desperdiçar amor é burrice e parar em sinal aberto só traz vaias e buzinas perturbadoras.

Texto retirado do blog da minha amiga Chris.
ResponderExcluirQuem puder segue lá.
http://minhalmaviajante.blogspot.com/
TeAdoroAmiga
bjs
adooooro ter Nay como blogueira também! hehehe
ResponderExcluirLindo texto esse ai! lalala'
tbm adoooro demais vc1
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